Durante o VI Encontro Nacional de Jornalistas da CNBB que aconteceu em Brasília, no último final de semana, o Padre Rafael Vieira, assessor da conferência, abriu o evento para cerca de 50 profissionais da área com o tema que incitava a pergunta: a Igreja faz notícia? E deu dicas de como os participantes poderiam exercer de forma mais eficiente esta profissão.
O sacerdote iniciou sua palestra demonstrando a dificuldade que os assessores e jornalistas têm ao cobrirem o tema “igreja”. Segundo ele os profissionais que trabalham neste âmbito devem ter como metas sempre o aperfeiçoamento de suas competências. “É preciso buscar respostas para problemas cotidianos, aprofundar o conhecimento sobre a Instituição, ter uma percepção maior dos limites institucionais, ampliação efetiva dos espaços criativos, realização profissional e testemunho”, disse.
Além do profissionalismo que cada um deve ter, citado pelo padre, outro aspecto interessante comentado foi a riqueza da Igreja Católica, muitas vezes desconhecida para muitos e ausentes nas reportagens e notícias. “É preciso visualizar a igreja como entidade teológica, corpo místico, vestes, funções, diversificada, carismas, pluralidade, por exemplo. É esquisito ver um jornalista escrever sobre a igreja e dizer que não sabe o que vai falar. Podemos explicar isso como jornalistas, tanto para os católicos, como os não católicos”, destacou.
Como conselho, o assessor da CNBB recomenda aos que trabalham na área de comunicação, que tenham um domínio de todo o arsenal da Igreja, a partir dos estudos, pesquisas, formações e acesso as fontes, história e tradição. “Temos homilias e discursos de bispos e padres riquíssimos. Precisamos crescer neste ministério. Nossas matérias não podem ser atas, releases. Precisamos ser profissionais assim como nos outros veículos, trabalhos e assuntos da nossa vida”.
Por fim, Rafael citou algumas considerações do Padre Federico Lombardi: porta voz do Papa Francisco, citadas no dia das comunicações para a igreja. Elementos como um diálogo mais orgânico; mais profundidade e, planejamento estratégico, foram os considerados essenciais para um se desenvolver um trabalho de qualidade.
Por Amandda Souza
Da equipe dos Jovens Conectados



