Escrito por Ceylanne de Fátima Maia Coelho Sex, 12 de Agosto de 2011 14:48
Nessa semana tenho procurado ir à missa com frequência como meio de preparação, como sendo a minha pré-jornada. E é engraçado como Deus vem se manifestando, através da liturgia diária nesse tempo.
No domingo, Ele acalmou as tempestades do meu coração, me clamou a ter mais fé e a andar sobre as águas sem medo (firme na fé).
Na segunda-feira, Ele preparou meu coração aos chamados que iria me fazer no resto da semana relembrando-me que o Filho do Homem deveria ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Palavras chaves: morte e vida.
Na terça-feira Jesus pediu para eu me jogar nos seus braços como criança. Nesse momento queria apenas fazer um breve parentese: percebi que para se chegar à maturidade da fé devemos nos comportar como criança diante de Deus (que paradoxo bonito não? Ser maduro na fé, é ser criança e não adulto - um dia escreverei mais sobre isso).
Ontem (quarta-feira) foi um ultimato: eu preciso morrer para viver. Como o grão de trigo, deixar morrer o que for preciso em mim, para que frutos bons nasçam. Morte e vida, as duas palavras chaves retornaram. Não há ressurreição sem morte.
Mas a grande questão era: como deixar morrer o que me separa da vida? A resposta veio no evangelho de hoje: perdoando e deixando-me perdoar.
Houve um comentário na missa de hoje que dizia: "Perguntar quantas vezes se deve perdoar é perguntar quantas vezes se deve amar". Jesus não limitou a quantidade. Devemos amar sempre. Eis a lição prática, eis o que o meu coração leva para essa jornada: a vontade de amar.
Diante disso, não me vem outra oração na minha cabeça a não ser a de São Francisco, a qual resume todas as orações que estão em meu coração, resume tudo o que eu escrevi acima e tudo o que eu quero levar à Madri. Rezem comigo e juntos vamos espalhar amor a todos os povos e nações.