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Pré-Jornada


Está chegando o grande dia em que viajarei para Madri para viver a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Estou acompanhando pelos sites e demais redes sociais a chegada dos peregrinos para viver pré-jornada que acontece essa semana até o dia 16 de agosto, início da JMJ. Mas, aqui no Brasil, também me encontro vivendo essa preparação.

Nessa semana tenho procurado ir à missa com frequência como meio de preparação, como sendo a minha pré-jornada. E é engraçado como Deus vem se manifestando, através da liturgia diária nesse tempo.

No domingo, Ele acalmou as tempestades do meu coração, me clamou a ter mais fé e a andar sobre as águas sem medo (firme na fé).

Na segunda-feira, Ele preparou meu coração aos chamados que iria me fazer no resto da semana relembrando-me que o Filho do Homem deveria ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Palavras chaves: morte e vida.

Na terça-feira Jesus pediu para eu me jogar nos seus braços como criança. Nesse momento queria apenas fazer um breve parentese: percebi que para se chegar à maturidade da fé devemos nos comportar como criança diante de Deus (que paradoxo bonito não? Ser maduro na fé, é ser criança e não adulto - um dia escreverei mais sobre isso).

Ontem (quarta-feira) foi um ultimato: eu preciso morrer para viver. Como o grão de trigo, deixar morrer o que for preciso em mim, para que frutos bons nasçam. Morte e vida, as duas palavras chaves retornaram. Não há ressurreição sem morte.

Mas a grande questão era: como deixar morrer o que me separa da vida? A resposta veio no evangelho de hoje: perdoando e deixando-me perdoar.

Houve um comentário na missa de hoje que dizia: "Perguntar quantas vezes se deve perdoar é perguntar quantas vezes se deve amar". Jesus não limitou a quantidade. Devemos amar sempre. Eis a lição prática, eis o que o meu coração leva para essa jornada: a vontade de amar.

Diante disso, não me vem outra oração na minha cabeça a não ser a de São Francisco, a qual resume todas as orações que estão em meu coração, resume tudo o que eu escrevi acima e tudo o que eu quero levar à Madri. Rezem comigo e juntos vamos espalhar amor a todos os povos e nações.

 
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.


Ceylanne Coelho

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